Países menosprezam as alterações climáticas, afirmam jovens no TEDH

Seis jovens portugueses apresentaram uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), acusando os países de não fazerem o suficiente para combater a crise climática. Os jovens, com idades entre 11 e 24 anos, alegam que os governos estão a desvalorizar os impactos das alterações climáticas em suas vidas. Após serem ouvidos, os jovens expressaram tristeza ao ouvir as alegações dos países no tribunal. Eles afirmaram que, apesar dos discursos sobre a emergência climática, os governos negam a realidade do que estão a experienciar. Um dos jovens afirmou que os governos estão a ignorar as provas apresentadas por eles e a fazer com que duvidem do que estão a questionar. Eles destacaram as limitações impostas pelo calor extremo, como a dificuldade em dormir, estudar e fazer exercício físico. Os jovens criticaram as políticas fracas dos governos em relação às alterações climáticas. No tribunal, o diretor do serviço jurídico da Comissão Europeia defendeu a ação climática da União Europeia (UE), afirmando que a UE está a superar as obrigações do Acordo de Paris. Os representantes dos países visados no processo argumentaram que os jovens não estabeleceram uma ligação direta entre as emissões dos Estados e os danos sofridos. O Estado português questionou o estatuto de vítima dos requerentes, afirmando que ninguém deve ter esse estatuto devido ao impacto das alterações climáticas em toda a sociedade.

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