Juiz Carlos Alexandre envia ‘Xuxas’ e mais 18 arguidos para julgamento: leia esta história intrigante em Portugal

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Rúben Oliveira e os outros arguidos envolvidos no caso foram pronunciados pelo juiz Carlos Alexandre nos mesmos termos da acusação. No entanto, o estivador de Setúbal Paulo Joaquim e outro arguido foram excluídos do julgamento, pois este último apenas tinha verificado um dos contentores suspeitos de tráfico de drogas.

A Operação Exotic Fruit foi o último caso de Carlos Alexandre como juiz de instrução criminal antes de ingressar no Tribunal da Relação de Lisboa. Durante quase duas décadas como juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre dirigiu alguns dos casos mais mediáticos da justiça portuguesa.

De acordo com a acusação do Ministério Público, o grupo liderado por Rúben Oliveira tinha ligações estreitas com organizações de narcotráfico do Brasil e da Colômbia. Desde meados de 2019, importavam grandes quantidades de cocaína da América do Sul. A organização de “Xuxas” tinha ramificações em diferentes estruturas logísticas em Portugal, como os portos marítimos de Setúbal e Leixões, o aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, entre outros. Isso permitia que eles importassem cocaína fora da fiscalização das autoridades portuárias e nacionais. A Polícia Judiciária realizou apreensões de cocaína nos locais mencionados, envolvendo arguidos que supostamente obedeciam a ordens de Rúben Oliveira.

A droga era introduzida em Portugal através de empresas importadoras de frutas e outros bens alimentares e não alimentares, utilizando contentores marítimos. Também era transportada em malas de viagem por via aérea do Brasil para Portugal. A acusação também menciona que os arguidos utilizavam sistemas encriptados comumente usados por grandes organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e ao crime violento para se comunicarem.

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