Greve maciça dos médicos em Lisboa com adesão entre 80% e 90%

A segunda greve de dois dias dos médicos de Lisboa e Vale do Tejo começou hoje à meia-noite e abrange hospitais e centros de saúde que não foram afetados pela paralisação anterior em setembro. De acordo com o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, a adesão à greve é elevada, atingindo os 90% nos hospitais, cerca de 85% nos blocos operatórios e 80% nas consultas externas. Alguns hospitais, como os centros hospitalares de Santarém e do Médio Tejo, registaram uma adesão total nos blocos operatórios. O sindicato está satisfeito com a mobilização dos médicos, considerando que é um sinal claro da justiça das suas reivindicações. O SIM propôs a recuperação do poder de compra das carreiras médicas gradualmente, uma vez que o governo fez uma proposta de aumento de apenas 3,1% após uma redução de 22% no poder de compra da população. O sindicato espera que o governo possa “arrepiar caminho” e resolver a situação insustentável no setor da saúde em Portugal, que se reflete na falta de médicos de família, nas longas listas de espera e nas dificuldades em compor as escalas dos serviços de urgência. O SIM também manifestou disponibilidade para trabalhar com o governo a fim de evitar que os médicos continuem a sair do Serviço Nacional de Saúde.

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